Faces do racismo e da violência

Dois aviões lotados de jovens negros, de 15 a 29 anos, caem a cada semana no Brasil. A figura de linguagem expressa o impacto da perda da juventude negra cuja interrupção de futuro compromete os destinos de mães, irmãs, tias, madrinhas, avós, companheiras.

Outro aspecto da violência contra os homens negros e as mulheres negras vem do sistema carcerário. No início deste mês, o Conselho Nacional de Justiça – CNJ divulgou dados sobre nova população carcerária brasileira que é de 711.463 presos, sendo a maior parte formada por pessoas negras. Se contados os mandados de prisão em aberto, de acordo com o Banco Nacional de Mandados de Prisão – 373.991, o contingente alcança 1,089 milhão de pessoas. As informações são do Novo Diagnóstico de Pessoas Presas no Brasil.

Com as novas estatísticas, o Brasil passa a ter a terceira maior população carcerária do mundo, segundo dados do ICPS, sigla em inglês para Centro Internacional de Estudos Prisionais, do King’s College, de Londres. As prisões domiciliares fizeram o Brasil ultrapassar a Rússia, que tem 676.400 presos.

Somos nós, mulheres negras, que sabemos que o nosso povo está ameaçado. É hora de reagir! É hora de organizar a nossa ação contra o extermínio da nossa juventude e o confinamento de homens e mulheres negras nas prisões brasileiras.