NOTA PÚBLICA: Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver acontecerá, em 18 de novembro de 2015, em Brasília

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NOTA PÚBLICA: Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver acontecerá, em 18 de novembro de 2015, em Brasília

Brasília, 11 de janeiro de 2015.

O Comitê Nacional Impulsor da Marcha de Mulheres Negras 2015, reunido em Brasília nos dias 10 e 11 de janeiro, definiu a alteração de data de realização da Marcha das Mulheres Negras 2015 contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver para 18 de novembro de 2015, na capital federal.
A mudança de data é decorrente da avaliação das organizações que integram o comitê nacional sobre:
 o recrudescimento do racismo e sexismo e o avanço de forças conservadoras e neoliberais no Estado e na sociedade civil;
 a composição de uma agenda contínua de enfrentamento à violência racial e patriarcal em todos os espaços que se façam necessários com respostas contundentes e sistemáticas do movimento de mulheres negras em âmbito local, regional e nacional;
 novas interlocuções políticas que demandam novas estratégias de combate ao racismo e ao sexismo.
Frente a esse quadro político, incorporou-se à Marcha a seguinte agenda de mobilização, nos municípios e nos estados, de Março a Novembro de 2015:
 8 de Março: Dia Internacional da Mulher.
 21 de Março: Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial.
 27 de abril: Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica.
 13 de Maio: Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo.
 25 de Julho: Dia da Mulher Afrolatinoamericana e Afrocaribenha.
 18 de Novembro: Marcha das Mulheres Negras 2015, em Brasília.]

No mesmo encontro, o Comitê Nacional assumiu o caráter executivo, sendo composto por: Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), Associação das Pastorais Negras (APNs), Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), Fórum Nacional de Mulheres Negras, Movimento Negro Unificado (MNU) e União de Negros pela Igualdade (Unegro).

Comitê Nacional Impulsor da Marcha das Mulheres Negras 2015 contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver

Contatos: [email protected] e facebook.com/marchamnegra

Bamidelê movimenta João Pessoa com a Marcha

No último dia 25 de julho, Dia Internacional das Mulheres Negras da América Latina e do Caribe e dia de Teresa de Benguela no Brasil, entidades e coletivos de mulheres da Paraíba estiveram presentes no evento de lançamento da Marcha das Mulheres Negras 2015 – Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver no Estado. O evento teve por objetivo, assim como a finalidade da Marcha, “denunciar a ação sistemática do racismo e do sexismo com que somos atingidas diariamente mediante a conivência do poder público e da sociedade, com a manutenção de uma rede de privilégios e de vantagens que nos expropriam oportunidades de condição e plena participação da vida social”.

Bamidelê agitou João Pessoa no Dia da Mulher Negra

Bamidelê agitou João Pessoa no Dia da Mulher Negra

Organizado pelo Comitê Impulsor da Marcha na Paraíba, o ato político aconteceu no Parque Solon de Lucena, um dos pontos turísticos mais importantes e mais movimentados da capital paraibana, e contou com as apresentações de vários grupos de expressões culturais afro, tendo como protagonistas mulheres negras, como as Mulheres Capoeiristas, Cirandeiras de Caiana dos Crioulos, Coral Voz Ativa, Manu Lima, Sementes da Jurema, Aja Mulher e Dandara Alves. O momento também proporcionou a adesão de mais mulheres negras na construção de uma série de atividades preparatórias que resultarão numa delegação paraibana rumo à Brasília, no dia 13 de maio de 2015, data em que acontecerá a Marcha Nacional das Mulheres Negras.

Dezenas de pessoas prestigiaram a atividade da #Marcha2015MulheresNegras

Dezenas de pessoas prestigiaram a atividade da #Marcha2015MulheresNegras

Evento lança a Marcha das Mulheres Negras 2015 no estado de São Paulo

por Semayat Oliveira

O processo de mobilização para a Marcha Nacional das Mulheres Negras 2015, programada para o dia 13 de maio do próximo ano, em Brasília, já começou em São Paulo. Marcando mais um dia de luta, o lançamento oficial da marcha no estado ocorreu em 25 de julho, data em que se comemoram o Dia Interncaional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Cerca de 100 pessoas participaram do evento marcado pela expressiva presença de mulheres negras, homens e da juventude.

Deputada estadual Leci Brandão (em pé) e deputada federla Janete Pietá demonstram compromisso com a Marcha das Mulheres Negras

Deputada estadual Leci Brandão (em pé) e deputada federla Janete Pietá demonstram compromisso com a Marcha das Mulheres Negras

Homenageando o centenário de Carolina Maria de Jesus, as articuladoras da marcha em São Paulo apresentaram conquistas e revoluções travadas a partir de 1914, ano de nascimento de Carolina, até 2014 em uma linha do tempo. O objetivo foi resgatar o histórico de luta, resistência e fortificar a necessidade de continuarmos na busca de visibilidade, reconhecimento e o rompimento das barreiras racistas e sociais que mantém as mulheres negras em um cenário de violência e à margem dos direitos.

“Convocamos todas as forças do movimento de mulheres negras do Estado de São Paulo, partidos, sindicatos e centrais sindicais, ONGs, movimentos religiosos, movimentos populares, organizações estudantis de mulheres e de juventude para juntos construirmos a Marcha das Mulheres Negras 2015, momento importante da luta por um Brasil com soberania, com desenvolvimento social e econômico, sem racismo, discriminação, lesbofobia, machismo e intolerância religiosa”, diz o manifesto estadual da marcha que apresenta os motivos que levarão as mulheres negras para as ruas novamente, vinte anos depois da histórica Marcha Zumbi dos Palmares – contra o Racismo, pela Igualdade e a Vida, realizada em 20 de novembro de 1995, com a participação de 30 mil pessoas.

Kika Silva e deputada federal Janete Pietá reforçam a mensagem da campanha nas redes sociais

Kika Silva e deputada federal Janete Pietá reforçam a mensagem da campanha nas redes sociais

Kika Silva, que integra o núcleo impulsor nacional representando o estado de São Paulo, reforçou em sua fala o quanto a capital paulista é importante para o ato e destacou o trabalho coletivo. “Todas nós somos a marcha. Precisamos trabalhar juntas nessa construção, definir quantas queremos ser – a partir de São Paulo – no dia 13 em Brasília e encontrar formas de atingir esse objetivo.”

Em São, dezenas de mulheres negras prestigiam lançamento estadual da Marcha

Em São, dezenas de mulheres negras prestigiam lançamento estadual da Marcha

A deputada federal Janete Pietá (PT) e a deputada estadual Leci Brandão (PcdoB) compareceram ao evento e reforçaram o insistente quadro de desigualdade e de violência presente no cotidiano deste público. “É muito importante que o coletivo de pessoas que está aqui nesta noite se divida para a organização da marcha em outras cidades de São Paulo, para articular as mulheres de outras regiões”, ressaltou Janete. “Pelo fim do racismo institucional que nos trata como se não fossemos ninguém. Chega!”, exclamou a deputada.

Jornalista Juliana Gonçalves lê documento da Marcha das Mulheres Negras

Jornalista Juliana Gonçalves lê documento da Marcha das Mulheres Negras

Leci Brandão reforçou a necessidade de aumentar o número de mulheres negras em condição de poder político e a real abertura de desenvolvimento de campanha para aquelas que já conquistaram espaço. “Sou a segunda mulher negra a ocupar um lugar na Assembleia Legislativa de São Paulo. Além de mais reprsentantes, precisamos de condições para exercer nosso papel com dignidade e igualdade.”

A Marcha foi idealizada em Salvador, Bahia, no Encontro Paralelo da Sociedade Civil para o Afro XXI: Encontro Ibero Americano do Ano dos Afrodescendentes, de 16 a 20 de novembro de 2011. A intenção é reunir o máximo de organizações de mulheres negras, outras frentes do Movimento Negro e organizações de mulheres não negras que apoiem a equidade sócio-racial e de gênero.

Jovem negra afirma a mensagem #Marcha2015MulheresNegras

Jovem negra afirma a mensagem #Marcha2015MulheresNegras

Declare seu apoio a esta mobilização usando a hashtag #Marcha2015MulheresNegras nas redes sociais.

Manifesto da Marcha das Mulheres Negras 2015 contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver

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Baixe aqui o texto do Manifesto da Marcha das Mulheres Negras 2015

Nós, mulheres negras brasileiras, descendentes das aguerridas quilombolas e que lutam pela vida, vimos neste 25 de Julho – Dia da Mulher Afrolatinoamericana e Afrocaribenha denunciar a ação sistemática do racismo e do sexismo com que somos atingidas diariamente mediante a conivência do poder público e da sociedade, com a manutenção de uma rede de privilégios e de vantagens que nos expropriam oportunidades de condição e plena participação da vida social.

Nesta data vimos visibilizar a incidência do racismo e do sexismo em nossas vidas, assim como as nossas estratégias de sobrevivência, nosso legado ancestral e nossos projetos de futuro e afirmar que a continuidade de nossa comunidade, da nossa cultura e dos nossos saberes se deve única e exclusivamente, a nós, mulheres negras. Transcorrido esse marco histórico e a atualidade de nossas lutas, nos valemos do Dia da Mulher Afrolatinoamericana e Afrocaribenha para anunciar a realização da Marcha das Mulheres Negras 2015 Contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, que realizaremos em 13 de maio do próximo ano, em Brasília.

Somos 49 milhões de mulheres negras, isto é, 25% da população brasileira. Vivenciamos a face mais perversa do racismo e do sexismo por sermos negras e mulheres. No decurso diário de nossas vidas, a forjada superioridade do componente racial branco, do patriarcado e do sexismo, que fundamenta e dinamiza um sistema de opressões que impõe, a cada mulher negra, a luta pela própria sobrevivência e de sua comunidade. Enfrentamos todas as injustiças e negações de nossa existência, enquanto reivindicamos inclusão a cada momento em que a nossa exclusão ganha novas formas.

Impõe-se na luta pela terra e pelos territórios quilombolas, de onde tiramos o nosso sustento e mantemo-nos ligadas à ancestralidade.

A despeito da nossa contribuição, somos alvo de discriminações de toda ordem, as quais não nos permitem, por gerações e gerações de mulheres negras, desfrutarmos daquilo que produzimos.

Fomos e continuamos sendo a base para o desenvolvimento econômico e político do Brasil sem que a distribuição dos ativos do nosso trabalho seja revertida para o nosso próprio benefício.

Consideramos que, mesmo diante de um quadro de mobilidade social pela via do consumo, percebido nos últimos anos, as estruturas de desigualdade de raça e de gênero mantêm-se por meio da concentração de poder racial, patriarcal e sexista, alijando a nós, mulheres negras, das possibilidades de desenvolvimento e disputa de espaços como deveria ser a máxima de uma sociedade justa, democrática e solidária.

Não aceitamos ser vistas como objeto de consumo e cobaias das indústrias de cosméticos, moda ou farmacêutica. Queremos o fim da ditadura da estética europeia branca e o respeito à diversidade cultural e estética negra. Nossa luta é por cidadania e a garantia de nossas vidas.

Estamos em Marcha para exigir o fim do racismo em todos os seus modos de incidência, a exemplo da saúde, onde a mortalidade materna entre mulheres negras estão relacionadas à dificuldade do acesso aos serviços de saúde, à baixa qualidade do atendimento recebido aliada à falta de ações e de capacitação de profissionais de saúde voltadas especificamente para os riscos a que as mulheres negras estão expostas; da segurança pública cujos operadores e operadoras decidem quem deve viver e quem deve morrer mediante a omissão do Estado e da sociedade para com as nossas vidas negras.

Denunciamos as batalhas solitárias contra a drogadição e a criminalização do nosso povo e contra a eliminação de nossas filhas e filhos pelas forças policiais e pelo tráfico, há muito tempo! Denunciamos o encarceramento desregrado de nossos corpos, vez que representamos mais de 60% das mulheres que ocupam celas de prisões e penitenciárias deste país.

Ao travarmos batalhas solitárias por justiça num quadro de extrema violência racial, denunciamos a cruel violência doméstica que vem levando aos maus tratos e homicídios de mulheres negras, silenciados em dados oficiais. Lutamos pelo fim do racismo estrutural patriarcal que promove a inoperância do poder público e da sociedade sobre a exterminação da nossa população negra .

Estamos em marcha para reivindicamos o livre culto de nossas divindades de matriz africana sem perseguições, nem profanações e depredações de nossos templos sagrados.

Estamos em marcha contra a remoção racista das populações das localidades onde habitam.Lutamos por moradia digna; por cidades que não limitem nosso direito de ir e vir e contra a segregação racial do espaço urbano e rural; por transporte coletivo de qualidade; por condições de trabalho decente nas diferentes profissões que exercemos. Valorizamos nosso patrimônio imaterial em terreiros, escolas de samba, blocos afros, carimbó, literatura e todas as demais manifestações culturais, definidoras da nossa identidade negra.

Estamos em marcha porque somos a imensa maioria das que criam nossos filhos e filhas sozinhas, as chefes de famílias, com parcos recursos e o suor de nosso único e exclusivo trabalho.

Estamos em Marcha:
 pelo fim do femicídio de mulheres negras e pela visibilidade e garantia de nossas vidas;
 pela investigação de todos os casos de violência doméstica e assassinatos de mulheres negras, com a penalização dos culpados;
 pelo fim do racismo e sexismo produzidos nos veículos de comunicação promovendo a violência simbólica e física contra as mulheres negras;
 pelo fim dos critérios e práticas racistas e sexistas no ambiente de trabalho;
 pelo fim das revistas vexatórias em presídios e as agressões sumárias às mulheres negras em casas de detenções;
 pela garantia de atendimento e acesso à saúde de qualidade às mulheres negras e pela penalização de discriminação racial e sexual nos atendimentos dos serviços públicos;
 pela titulação e garantia das terras quilombolas, especialmente em nome das mulheres negras, pois é de onde tiramos o nosso sustento e mantemo-nos ligadas à ancestralidade;
 pelo fim do desrespeito religioso e pela garantia da reprodução cultural de nossas práticas ancestrais de matriz africana;
 pela nossa participação efetiva na vida pública.

Buscamos num processo de protagonismo político das mulheres negras, em que nossas pautas de reivindicação tenham a centralidade neste país. Nosso ponto de chegada e início de uma nova caminhada é 13 de maio de 2015 – Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo – em Brasília/DF.

Conclamamos, a todas as mulheres negras, para que se juntem a esse processo organizativo, nos locais onde estiverem, e a se integrarem nessa Marcha pela nossa cidadania.

Imbuídas da nossa força ancestral, da nossa liberdade de pensamento e ação política, levantamo-nos – nas cinco regiões deste país – para construir a Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, para que o direito de vivermos livres de discriminações seja assegurado em todas as etapas de nossas vidas.

ESTAMOS EM MARCHA !

“UMA SOBE E PUXA A OUTRA!”

Brasil, 25 de Julho de 2014.

Comitê Impulsor Nacional da Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver 2015

Em defesa de nossas vidas, em defesa do povo negro

Pensar sobre nossas vidas e reagir coletivamente ao racismo. Estes são os caminhos que nos propusemos a percorrer juntas no processo de diálogo e de construção da Marcha das Mulheres 2015 – contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver. Resgatam o compromisso que firmamos, há mais de 20 anos, quando da realização do I Encontro Nacional de Mulheres Negras, em Valença (RJ) e da organização do movimento de mulheres negras. Aquela foi a rota decisiva que traçamos para a nossa afirmação como sujeitos políticos.

Ser mulher negra nessa sociedade racista e sexista tem gerado experiências diferenciadas para nós. E, por isso mesmo, temos muito a dizer e a decidir sobre o país que fazemos, a riqueza que geramos e a inclusão que queremos como cidadãs. Não aceitamos ser alvo de protelações e subordinações que insistem em condenar o nosso presente e o nosso futuro.

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Em três momentos, a escritora Carolina de Jesus. Em março de 2014, completou-se o centenário do seu nascimento. Mulher negra e favelada, ela ousou denunciar o racismo na periferia por meio da literatura

Em três momentos, a escritora Carolina de Jesus. Em março de 2014, completou-se o centenário do seu nascimento. Mulher negra e favelada, ela ousou denunciar o racismo na periferia por meio da literatura

Vivenciamos a brutalidade da violência racial, o que exige de nós, mulheres negras, resiliência e superação de nossas emoções mais íntimas para seguir com nossas vidas e das pessoas que são próximas a nós. Foi assim na escravização, quando nossas ancestrais foram alvo de violações de toda ordem. É assim nos nossos dias, em que vivemos a desumanização sistemática da nossa cidadania, representatividade e participação nas decisões políticas. E é por isso que a Marcha das Mulheres Negras reúne e reunirá mais e mais pessoas contra todas as formas de opressão racial.

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lelia

Inspirações: Mãe Senhora, Laudelina de Campos Melo, Lélia Gonzalez, Beatriz Nascimento e Thereza Santos

Inspirações: Mãe Senhora, Laudelina de Campos Melo, Lélia Gonzalez, Beatriz Nascimento e Thereza Santos

maesenhora

Marchamos contra o racismo que ceifa vidas negras e que banaliza a nossa existência. Marchamos contra a violência que imola nossa afrodescendência pela ação genocida do Estado.

Marchamos pelo bem-viver, porque nossas vidas são preciosas.
Marchamos porque temos o pleno direito de existir em nossa negritude.
Marchamos para desmascarar o racismo de todos os dias, que estabelecem relações de privilégios e exclusões entre brasileiras e brasileiros.

Marchamos porque nossos valores civilizatórios de matriz africana e afro-brasileira se sobrepõem a toda e qualquer tentativa de desconstituição de nossa identidade e de nossa história.
Marchamos porque a nossa luta é pela liberdade.
Marchamos, porque este país é nosso!

Convidamos você a seguir conosco e fazer da Marcha das Mulheres Negras 2015 um espaço plural e intenso de debates e ações.

Comitê Nacional Impulsor:
Agentes de Pastoral Negros – APNs
Articulação Nacional de Mulheres Negras – AMNB
Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Quilombolas – CONAQ
Coordenação Nacional de Entidades Negras – CONEN
Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas – FENATRAD
Fórum Nacional de Mulheres Negras
Movimento Negro Unificado – MNU
União de Negras e Negros pela Igualdade – UNEGRO